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NOS UP
Jan 4, 05 - 6:26 AM |
NÓS-Unidade Popular mostra o seu pesar pola morte de Xosé Tarrio.
NÓS-Unidade Popular mostra o seu pesar pola morte de Xosé Tarrio. O três de Janeiro morria o histórico activista polos direitos das pessoas presas Xosé Tarrio. Vizinho da Corunha, entrou a finais dos anos oitenta no cárcere por um delito menor, mas os seus enfrentamentos com as máfias carcelárias e a sua insubmissom perante as arbitrariedades e maus tratos sofridos de maos do funcionariado e as autoridades penitenciárias, tiverom como consequência outras condenas que o levarom a permanecer na cadeia até há algo mais de um ano. Durante esse longo período de reclusom, conheceu as mais temíveis cadeias de alta segurança do estado, como Torrero, Salto del Negro ou Nanclares de Oca. Boa parte destes anos de prisom passou-nos no módulo FIES ( os sinistros Ficheiros Internos de Especial Seguimento). Xosé Tarrio definia-se como anarquista, mas desde um amplo sentido da dignidade humana e a solidariedade protagonizou episódios de autêntica luita heróica contra as políticas de extermínio da populaçom reclusa geridas desde o estado e contra a tortura e o terror aos que eram submetid@s @s pres@s polític@s. Com Juan José Garfia fundou a Asociación de Presos de Régimen Especial (Reconstituida) e nos anos noventa liderou motins em solidariedade com as greves de fame d@s pres@s do GRAPO. Tivo também contactos com @s pres@s independentistas galeg@s e estivo sentimentalmente ligado à presa do EGPGC Alexandra de Queiroz-Vaz Pinheiro. No seu livro “Huye, hombre, huye!”, que nengumha editora do país quixo editar em galego, relata aliás das suas andanças carcelárias importantes episódios de luita e repressom dentro dos centros penitenciários, dando dados acerca desses episódios que no seu momento forom ocultados por parte da propaganda oficial. Este é um livro ainda temido, porque dá datas exactas de cada facto, fazendo públicos nomes de funcionários, directores de prisom ou juízes, e especificando quem eram os responsáveis políticos em cada momento. Os últimos dias da sua vida estiverom marcados pola recaida no mundo das drogas, com novos problemas com a administraçom de justiça do estado e um novo ingresso em prisom. Tivo que abandonar várias vezes o cárcere de Teixeiro polo seu péssimo estado de saúde e, mesmo nas últimas estáncias de Tarrio no hospital Juan Canalejo, os seus companheiros e companheiras do Colectivo Oveja Negra denunciarom maus tratos físicos e psicológicos cara a ele por parte dos agentes da polícia espanhola que o custodiavam, assim como mau trato psicológico à família dificultando-lhes a comunicaçom com Tarrio, aliás do escurantismo do pessoal médico que o atendia, ocultando-lhe à própria nai informaçom sobre a evoluiçom do seu estado. NÓS-Unidade Popular manifesta o seu pesar e a sua solidariedade à família e aos e às companheir@s de Xosé Tarrio e espera que a sua luita e o seu exemplo nom caiam no esquecimento. Ramiro Vidal Alvarinho, Responsável de Imprensa de NÓS-UP na Corunha Tlf 637242459 |
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